Monday, October 27, 2008

Metaleiro ou Headbanger?

Dentro da cena Heavy Metal, sempre houve uma discução a respeito de qual seria a forma mais adequada de se denominar o músico ou o fã de Heavy Metal. O termo “metaleiro” foi muito usado nos anos 80s para designar tais indivíduos. Com o andar da carruagem, este termo foi se desgastando e se tornando sinônimo de “porrá loca” vadio, vagabundo, gente sem serventia... muito associado à “maloqueiro”, “maconheiro”. Então num ato de pura inteligência, a imprensa especializada que também se utilizava largamente desta denominação, começa a se utilizar de um termo mais universalista, segundo eles, para substituir o “metaleiro”.
Acho interessante essas sacadas da mídia, mas headbanger, não parece ser um termo adequado. Cara, quem olha para um cara cabeludo chaqualhando a cabeça em um show, ou simplesmente ouvindo um som dentro do carro, isso não quer dizer que aquele cara só sabe fazer aquilo, que o único propósito deste sujeito é balançar a cabeça igual a um louco. Esse não é o propósito único da música de Heavy Metal. È por isso que me simpatizo mais com o antigo termo, “metaleiro”. Essa nomenclatura esta mais ligada á genealogia do termo “Heavy metal”. Mas como a língua portuguesa é mesmo um beleza, temos uma complicação,sabe aqueles caras que tocam instrumento de sopro nas bandas (Trompete, saxofone, e coisas afins) estes caras que certamente nunca ouviram um cd do Iron Maiden, são também, chamados de metaleiros. Mas se até mesmo o próprio dicionário da língua portuguesa “Michaellis”* define “metaleiro” como fã ou músico de Heavy Metal, para que temos que discutir?
O que eu quero dizer, é que o termo metaleiro se tornou pejorativo em algumas ocasiões, mas o termo Headbanger já nasceu pejorativo na minha leiga opnião. Pois se o fã de Metal, já é visto como um nada , um doente, batedor de cabeça vem bem a calhar para os detratores do Heavy Metal...

Thursday, January 03, 2008


É hoje um fato, que nos corredores da UNIFEG temos nos deparado com alguns sujeitos de roupas pretas e cabelos compridos, que são realmente notados como elementos exóticos no ambiemte acadêmico. Mas quem são estes cabeludos que estão sempre de luto? São membros de uma “tribo urbana” que atende pelo nome genérico de “Headbangers”, popularmente são conhecidos com o nome que já se tornou pejorativo de “Metaleiros”. Este movimento é na verdade um movimento cultural, principalmente musical, que surgiu no início dos anos 70, onde o estilo musical batizado por Heavy Metal começava a conquistar uma legião de fãs ultra-fiéis. Talvez devido a fama de maus alunos, e de não darem a mínima importância para os estudos, e ainda de se comportarem de forma subversiva, esse exotismo de que falei acima se torna mais evidente. Mas o que nenhum acadêmico socialmente correto poderia esperar, é que estas figuras inusitadas foram fonte de uma pesquisa feita com 1.057 estudantes ingleses, e os fãs de Heavy Metal estavam entre os mais inteligentes. Segundo os pesquisadores isto se da pelo fato de: “ As pessoas dotadas sentem mais a pressão social e usam a música para extravasar”. Então da próxima vez que cruzar com um destes sujeitos mau encarados nos corredores da UNIFEG, não faça pré- julgamentos a seu respeito, pois pode estar diante de um gênio.
( fonte: Revista Super Interessante, Edição 239 Maio/2007)

Saturday, December 29, 2007

Nightwish . Nova Era menos brilhante.


O novo trabalho do Nightwish é um exemplo de que mesmo quando uma banda sofre uma perda quase irrparável, como foi o caso,ainda pode atingir um alto grau de proficionalismo. O cd esta primoroso, orquetrações fantásticas,corais simplesmente absurdos, e um peso que fora alcançado apenas em "Once". "The dark passion play" sintetiza tudo que esses caras fizeram desde o início de sua carreira. Temos músicas folks que nos remetem ao cd de estréia "Angels fall first", músicas rápidas,técnicas e melódicas, como fizeram em "Oceanborn", algumas músicas possuem refrões mais simples, que nos remete à música "Come cover me" do "Wishmaster", e aulgumas músicas mais taciturnas da era "Century Child. Mas é de se notar que a maturidade para orquesraçõe primorasas só foi atingida em "Once" e reafirmadas ou melhoradas em "Dark passion play".

Agora vamos falar da grande perda que este novo trabalho do Nightwish sofreu. Esta banda só chegou a ser de alguma forma uma surperesa para o Heavy Metal, pelo fato de contar com uma soprano clássica no vocal. Tarja Turunen é de fato uma página importante da história recente do Heavy Metal. E aqueles que certamente irão dizer que enfim o Nightwish encontrou uma veradeira vocalista, me desculpem mas a bela e extrovertida Anette é uma ótima cantora de música popular ou "pop", como queiram, nunca será a frontwoman do Nightwish, como foi outrora Tarja Turunen. A voz de Mrs. Turunen é algo que o Heavy Metal só teve enquanto esta foi vocalista do Nightwish. Hoje o Heavy Metal está empobrecido com a ausência desta exepcional cantora.

Para os mais tradicionalistas, eu ouso dizer que enquanto podiamos dizer que Tarja era uma cantora de Metal, este estilo estava vivendo sua maior revolução musical, ou evolução, quem sabe, mas eu sinto que com sua ausência na cena, parece que de alguma forma valtamos a um estágio anterior. Anette é uma boa vocalista, mas tem um pesado estigma, substituir uma cantora que foi um diferencial para o Heavy Metal enquanto esteve entre nós. Anette não trás nada de novo a cena, aliás sua voz, apeser de doce e suave como toda voz feminina deve ser, não é uma novidade em qualquer estilo musical que ela se proponha a cantar.

Wednesday, January 03, 2007

O estilo "Heavy Metal" de ser!














Tantas vezes na minha adolescência defendi que o Heavy Metal fosse um estilo de vida. Sempre me identifiquei com este estilo. Sempre tive orgulho ser Headbanger. Quando cresci um pouco mais, não conseguia mais identificar o estilo Metal de ser. Estava em um limbo ideológico onde não me considerava um seguidor do Heavy Metal. Ainda era louco pela musica pesada, mas não queria mais ter a obrigação de só usar roupas pretas, ou fazer cara de sério. Pensava até mesmo em cortar o cabelo que não sentia uma tesoura a uns 10 ano ou mais. De repente não me considerava mais um servo do Metal. Não precidsava de ninguém me dizer que eu era um traidor do movimento. Eu mesmo já me afirmava esta alcunha. Apesar de sentir a necessidade de me expressar de outra forma que não fosse através de uma guitarra distorcida, eu não conseguia fazer de outra forma. Estava contaminado por anos de Metal nas veias. Era um peso que teria que carregar comigo para sempre.
Hoje tenho um outra opinião a respeito do Heavy Metal como um estilo de vida. Cheguei a conclusão de que é sim um estilo de vida. Ser "headbanger" é ser adepto não só de um estilo musical de vanguarda. É ser um underground, um renegado, porém um renegado voluntário, alguém que se permite mergulhar nas profundezas de uma alma solitária e muitas vezes taciturna. Este egoísmo aparente é o que nos torna tão especiais para o mundo da arte, e tão insignificantes para a sociedade. Ao contrário de outros movimentos sociais (como o o movimento Punk, por exemplo) o Heavy Metal não demonstra engajamento político o interesses em mudar a sociedade que o cerca, apesar de sempre evocar um aptidão à rebeldia em todos os quesitos. Liberdade de expressão, ser o que se é independente do que a sociedade nos impõe, abrir mão de convenções sociais, se tornaram bandeiras do movimento "headbanger". Mas tudo esta implícito nas manifestações artísticas que praticam, nunca ultrapassando a barreira social. Este modo de ser é bem análogo ao movimento hippie que ganhou força sobretudo na década de 60, só que sem a maconha e o chá de cogumelo. O "headbanger" não dá a mínima para o sistema político que rege sua vida. Tudo que faz para vencer uma possível opressão do sistema é expressar sua ira atraves de uma música vigorosa e violenta. Não diria que seja o Hevy Metal apenas uma válvula de escape. Isto seria injusto. Mas é sem dúvida uma manifestação artística que tenta tornar o indivíduo dono de si próprio em detrimento do coletivo (sociedade). Se entenderem este texto como uma crítica, saibam que tem status de auto-crítica, pois hoje não quero mais me desvencilhar deste estilo de vida, apesar de não mais ser um adepto mordaz dele. Pensem em mim como alguém que esteve lá fora e voltou para contar o que viu.

Thursday, December 14, 2006

Mundo da moda : A "cela das anorexas"

Para mim não cometer nenhum ato de preconceito em relação ao mundo da moda, vou desmembrar este complexo ambiente em três vertentes.
. O aspecto artístico: Quando o estilista usa sua criatividade para desenhar a roupa. Neste momento ele é o artista trabalhando uma vestimenta, é sua criatividade que o conduz.
. O aspecto da vaidade , do fetiche: O observador se sente atraído por determinada peça criada pelo estilista. Se imagina usando aquela roupa, isso determina o seu potencial para compra-la.
. O aspecto econômico: É nítido que na sociedade capitalista em que vivemos o aspecto econômico suplanta os dois anteriores. Pois o estilista é sobretudo um profissional e tem em mente vender seu produto, e assim se manter no mercado competitivo da moda. E não podemos deixar de notar que muitas celebridades usam determinadas marcas de estilistas famosos simplesmente por estátus, por se mostrar como é importante em sua área de atuação, seja uma ator, um atleta, um cantor ou qualquer outro profissional de destaque midiático .
Analisando o mundo das modelos que são responsáveis por mostrar o obra do estilista, para seus clientes em potencial . notamos que há determinados padrões que estas ou estes profissionais devem se submeter para se manterem no mercado de trabalho. A questão das modelos femininas magérrimas foi destaque nas manchetes do Brasil nestas últimas semanas. A modelo brasileira " Ana Carolina Reston" de 21 anos morreu vitimada por uma anorexia nervosa que obviamente foi contraída pela necessidade de se manter dentro deste padrão instituído pelo mundo da moda. É estranho ver estas belas modelos se sacrificarem fisicamente para se manterem neste mundo de glamour.
A moda se torna prejudicial neste momento, quando um rígido padrão determina a vida de uma profissional. É um tipo de ditadura da beleza em um mundo onde o "magro é belo", o magro é exemplo do que se deve ser atingido, mas não condiz com o mundo lá fora. Até que ponto a magreza deve determinar a vida de um profissional? Este rígido padrão me fez refletir sobre os campos de concentração do nazismo, onde imagens de pessoas esqueléticas nos fazem sentir ódio do sistema que causou aquilo. Poxa! São casos muito diferentes, porém vemos um sistema semelhante que conduz alguém para um problema análogo, que é a magreza extrema que se torna doença. Mesmo que de forma voluntária estas jovens se direcionam para uma magreza mórbida que pode acabar com sua vida. O sistema em que elas estão inseridas não as permite fazer diferente. Estas meninas um dia sonharam com isto, lutaram para chegar onde estão, e obviamente lutarão duro para se manterem neste mundo que conquistaram a duras penas . É uma prisão psicológica de onde elas não veem o mundo aqui fora , fora da moda, fora da mídia. Não veem "gordinhos" alegres que não dão a mínima para o que acham a respeito do que eles vestem ou deixam de vestir, não veem pessoas que se sentem felizes com um belo moicano na cabeça e um colete de couro. É um mundo que não vislumbram por estarem encarceradas dentro de suas celas glamourosas. Eu quis ser brando, me desculpe se ofendi alguém, mas não posso negligenciar este paradoxo social. Eu amo a arte, entretanto não consigo ser conivente com padrões que levam uma pessoa à morte.

Friday, December 01, 2006

Tarja Turunen, uma suave brisa no tempestuoso mundo do Heavy Metal



Leio a entrevista de Tarja Turunen na Revista Rock Brigade. Tenho que admitir que esta mulher magnífica me surpreendeu uma vez mais. Foi a primeira entrevista que concedeu já fora do Nightwish. Ainda permanece serena, amenizando as declarações absurdas que vinha sofrendo, como pessoa, como mulher. Ela se expõe de forma tão verdadeira, que chega a soar até meio estranho, em se tratando de uma musicista de Heavy Metal. Mas ela é sem duvida a mesma Tarja do início da carreira quando comecei a acompanhar sua "evolução" na carreira musical que começava a trilhar. Notei na firmeza de suas declarações um amadurecimento muito expressivo. As crises internas que a banda Nightwish sofreu certamente fez dela alguém com suficiente experiência para levar sua carreira solo adiante e fazer o que seu coração sempre quis fazer. Ou seja ela permanece, para aqueles que realmente sentiam algo pela sua extraordinária voz.
A importância desta mulher para a história do Heavy Metal é grandiosa. Ela, um elemento exterior a cena que trouxe a música pesada um elemento de riqueza incontestável . Sua voz feminina, suave como a brisa fez a diferença. Não era mais uma mulher cantando como homem tentando fazer sucesso no Heavy Metal. Era realmente uma cantora lírica indifente a cena "metalica" que abriu uma série de portas ao mundo antes muito rígido do Metal Pesado.

Tarja Turunen sweet metal heart
Em uma entrevista concedida a mesma Rock Brigade anos antes Tarja Turunen disse coisas esplendidas, que mostra o quão consciente estava de seu papel na cena. Dentre tudo que disse eu destaquei isto:
" ... eu acredito que as mulheres tenham o poder de dar algo muito especial ao Heavy Metal. Nós somos muito mais sensíveis e emocionais que os homens e pudemos trazer isto para a cena, o que a tornou mais rica hoje em dia..."

Tarja Turunen

Thursday, November 23, 2006

Steel Chrysalis


When you look at me
maybe you can see
a lonely tree
with no leaves,
with no life
or a stem full of thorns
where you can hurt yourself
Maybe can you see a soul
as dark as the darkness of the night
maybe a storm able to destroy
your comfotable world
Remamber what you
see is just a chrysalis
that hides my soul
My stormy anger
needs the soft breeze
of your lips
My metal heart
needs your afection
Sweet white rose of mine,
my thorns could protect you
all your fragility,
all your beauty
A lonely tree without leaves
turns into
a wonderfull landscape
in the vastiness
of a green field
Maybe I'm a freedom call
echoing in the valley of your heart
Maybe I'm the darkness of night
framing your shine
Maybe I'm your twin soul
wrapped in a steel chrysalis.